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60% das pessoas que morreram em 2022 e 2023 no Piauí já tinham sido presas

Durante a entrevista, Chico Lucas falou sobre as principais ações da sua pasta, aspirações e especulações políticas, além de novas metas estabelecidas para o Estado.

60% das pessoas que morreram em 2022 e 2023 no Piauí já tinham sido presas | Foto: Ana Ilza/betano
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O Secretário de Segurança Pública do Estado do Piauí, Chico Lucas, esteve na tarde desta quarta-feira (04) participando do Jogo do Poder, do jornal Agora, apresentado por Amadeu Campos. Durante a entrevista, Chico Lucas falou sobre as principais ações da sua pasta, aspirações e especulações políticas, além de novas metas estabelecidas para o Estado.

Chico Lucas comentou os eventos recentes de escalada de violência em estados como a Bahia e explicou ações de enfrentamento a violência, que, segundo ele, fazem a refletir nos indíces. O secretário também apresentou números relacionados a população carcerária do Piauí. 

- A segurança publica é um problema nacional e é o maior problema, antes as pessoas apontavam a saúde, mas hoje de modo geral é a segurança. O Brasil é um país violento, nós temos 3% da população mundial e 20% dos homicídios. É uma guerra civil, algo absurdo. O Brasil tá passando por esse problema, e agora eclodiu na Bahia, Pernambuco também tá enfrentando esse problema, Rio e São Paulo com a questão dos assaltos. As organizações criminosas elas tem uma estruturação, vou até fazer um paralelo com a franquia, com uma marca que tem a rede de destribuição e aquela pessoa responsável pelo comércio naquele lugar. As vezes a marca não tem a fábrica no Piauí, mas tem o representante. Então, essas organizaçoes tem uma vinculação e comercializam a droga dentro dessa cadeia que são dominadas por uma ou duas organizações. Ele é um comércio, só que ilícito. Os nossos criminosos faturam menos e isso faz com que a criminalidade tenha uma organização que seja correspondente a esse faturamento, então não é tão estruturada, mas é violenta. Muitas vezes esses faccionados são traficantes miseráveis, muito pobres, mas são violentos, eles se matam usando arma de fogo. Disputam território. 

A gente fez um levantamento, no Piauí, entre entradas e saídas no sistema prisional, nós temos 12 mil pessoas, então vamos dizer que essa é a população criminosa. Presos hoje, tem 5 mil, a gente já aumentou de 5 para 6. Esse aumento, você tirar mil pessoas de circulação, reflete  no índice de homicídios, de roubos, de furto. Um estudo que nós vamos publicar aponta que 60% das pessoas que morreram em 2022 e 2023 já tinham sido presas. 

O secretário também fez questão de apresentar os resultados de operações recente contra roubo de celulares, e anunciou que novas operações devem acontecer emn breve.

"No mês de setembro, o número de roubo de celulares diminuiu 25%. Roubo de veículos está estável, só reduziu 3%. Nós não conseguimos ainda estabelecer uma sistemática do combate ao roubo de motos e o celular a gente conseguiu. Fruto de investimento em tecnologia que a gente fez. A pessoa que compra o celular roubado, ela já fica no prejuízo, já vai atrás da loja, e a gente faz a relação de lojas que comercializam, que são aquelas operações Interditados que o delegado Mateus Zanata vai fechar. A gente vai fechar de novo outras lojas que já estão relacionadas". 

Questionado pelos jornalistas do Jogo do sobre frequentes especulaçoes de eventual entrada na vida política partidária como candidato, Chico Lucas descartou a possibilidade e lembrou que não ser candidato foi uma determinação do governador Rafael Fonteles no início da gestão.

"Fico feliz do nome ser lembrado, mas em nenhuma oportunidade que eu sento com o governador, ele trata de política comigo. Essa possibilidade não existe. Inclusive, ele falou isso e ele cobra aqueles que são próximos dele, ninguém pode ser candidato em 2024 e 2026. Ele já sentou, lógico, para falar sobre apoio a Fábio Novo, como companheiro, eu sou do PT. Mas como secretário, todos os nossos debates são sobre segurança".

Sobre as metas e possíveis frustrações a frente da pasta, Chico Lucas destacou os principais objetivos iniciais. "Quando eu assumi, eu desenhei quais eram as quatro linhas de atuação. Uma era reduzir homicídios, nós conseguimos no primeiro simestre. A gente oscila, mas quer chegar até o final do ano em 10% de redução. O outro, é um que a gente não tá conseguindo, mas esse é o mais difícil, que é a violência de gênero, a gente tá fazendo o "Ei mermã não se cale", campanhas nos restaurantes, lançamos a viatura lilás. E o outro ponto é violência no trânsito, apesar do desgaste político, Teresina a gente conseguiu reduzir 30%. No interior, a gente não conseguiu levar ainda as ações do trânsito, é difícil porque a gente precisa da integração dos municípios. O governador vai lançar o pacto pela redução das mortes por motocicletas. O Piauí é o pior, nós temos que enfrentar a violência no trânsito".

O secretário finalizou comentando se aceitaria um convite do presidente Lula para substituir o ministro Flávio Dino, caso se confirme a indicação do ex-juiz para o STF. 

"Eu ficaria honrado se fosse convidado, mas eu acho que nesse momento é muito mais torcida dos amigos aqui do Piauí. Acho que nem sabem lá do meu nome ser cotado. Na verdade, a diferença é que quando eu vou para reunião de secretários de segurança do Brasil, todos eles são ou delegado da polícia civil, ou federal, coronéis ou generais do exército, e chega o advogado. Então assim, eu trago uma visão de mundo, eu falo da dor. Isso tem contribuido. O Piauí é o estado menos letal, a polícia não mata. A nossa polícia ainda respeita, apesar das suas dificuldades, a polícia respeita os direitos humanos. No Piauí, no mês de setembro, morreram 50 pessoas. Na Bahia, só em confronto com a polícia morreram 68", sinalizou. 



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